Aos amores,

Perdoai meus desacatos
Meus atos, meus fatos baratos
Que comprei numa feira
Sem eira, beira, cachoeira...
Aquilo que vos contei não existia!
Se credes, então, na verdade,
Ainda que seja tarde, sem alarde
Saudade de quando eu só omitia
Num dia, fazia, enxugava a pia
Mas não lavava as mãos!
Tal gesto, protesto! Não presto
Como um certo Pilatos prestou
Quem sou eu, meus amores?
Contei mil nomes, codinomes
Sobrenomes, telefones...
Menti, inventei, aborreci, chorei!
Foi tudo mentira!

Do "eu" ao "amo"
Confesso, e vos peço que me acreditem:
Pode faltar-me a luz do dia,
Mas de verdade, era só a poesia!

Coração de Nobre

Pois que todo nobre coração
que foi concebido o amor
Há de apenas amar
(E servir suas amantes!)

São todas loucas
Oriundas do infinito
Causadoras do conflito
De um nobre coração

Hão de apenas viver
(E servi-lhe de contradição)

Verão que tono nobre coração que ama,
Se torna um mero plebeu, que
Chora por desvalir-se em lágrimas!
Que ama, por desvalir-se em sonho
E só se vale, por tanto por ser medonho
Esquece da razão

Perguntas de outrora:
O que é "ser em vão"?
E o que mais vale na mão,
Um plebeu que só ama
Ou nobres sem coração?

ansiedade

angústia, ampreensão, tensão, tristeza, dor, sono, cansaço... são tantas coisas. não consigo pensar, só penso em chorar. câmbio.

Fanta

G#6 Bb6m D#7-/9

Canta
Canta àquela música
Pra alegrar o meu domingo,
Acalmar meu coração
E nós termos então
Algo para fazer

Fanta
Estamos bebendo unidos
Para aquecer a segunda
Segura na minha mão
E nós deixaremos então
De ouvir o som da TV

C#m A G#
Joga a tua rima para cima do meu corpo
E me tira do sério
Que eu foco o teu sufoco embaixo do meu beijo
Amor, o amor é um mistério

C# C#m7 C#7+m A7+
Eu vou ver se pego no sono, pois


A manhã quando eu to do teu lado brilha mais
O sol esquenta o meu telhado
Teu cheiro de todas as flores que eu não sei o nome
Invade o terraço do meu coração

A lã da tua camisola gris na segunda
É só o que me deixa feliz quando acordo
Você é o remédio do meu tédio o tempo todo
E o tempo todo eu quero ter você pra mim


Me encanta
Como você sempre me encanta
E eu me impressiono
Como alguém como eu
Tenho essa sorte no mundo
De ter você pra mim





To the parelelo

Bm G Em F#
It's the real way of live
you chose no deal to admire
The love of them that you provoke
It's amazing to your soul

You're the singer from my land
And you're the dreamer (make a sand)
To throw it in my eyes
My dream thanks for your hand

Bm D G A
Yo-o Yo-o Yo-o
My dream thanks for your

G Bb F
Your heart promised to me
After the earth, the love only raises
Your body goes with the touch
But the love only raises





Músculos contraídos doem

"Assim, o coração é um músculo cujas fases de contracção são rítmicas e involuntárias. Do seu funcionamento resultam ciclos cardíacos cujas fases se sucedem".
[fonte]

Decido assim, amiúde, calado e taciturno, como já havia comentado, que os músculos que me fazem sentir dor calado, serão invalidados. E estes, que me pedem clemência, serão outorgados a sentirem-se livres à escolha do "mente sã, corpo são". Minha mente está sã, sim! E não vos digo em tom de ameaço quaisquer tolices, pois meu corpo não está nada são. Me sinto engembrado (sic), tal qual o velhinho, daqueles que tento vestir-me para comprar um pão na padaria mais longínqua possível. Pois quanto mais ando, mais velho fico. Sinto um cigarro entorpecente no boca dos que falam comigo. São trovadores do silêncio. Fazem sinfonia de amargura, e se constituem apenas de castigo e pena. Não me vendem, trocam. Os pães são produtos de suas marcas de sangue. São marcados para aquilo. Sou breve no que faço. Chego, decido o que quero, espalho a fumaça da saudade, e por fim, recebo o produto do trigo da natureza. O pão é produto do trigo. O coração é produto do umbigo que liga à mãe.
Toda mãe brava sente mesmo seu coração crescer.



Me abrigo na castanheira
Parece até que estou no direito
Sou tua mesa de cabeceira
Tu sois o vazio em meu peito
O buraco de meu coração
Que não encontra na feira
Que não encontro no chão
Aqui dentro é só poeira
Aqui dentro é tudo em vão
E se alguém ousar, me perdoe
Bater no compasso do "não"
Pode parecer até que soe
Um pouco dissimulação
Mas antes que pra mim, ela voe
Encontrarei-a em meu coração



Hoje sim, diz que sim.

Hoje sim, diz que sim, já cansei de esperar
Vem dizer que o amor foi feitinho pra dar.


A madrugada inspira. O sono me constrange. É tão tarde assim? O calor da cidade conspira meu erro. Minha palavra é torta, e não sou Ele, para escrever certo com dizeres tortos. Ah, desculpem o mal dizer, poucos me entenderão. Na cama, não sei se era sonho, ou mera falta de sono, procurando histórias para me satisfazer, visto que nem luz podia ligar para jogar aquele jogo cheio de números, ou ler quaisquer besteiras que fossem escritas (in)diretamente para mim. Enfim, pouparei de minhas horas de insônia, contando a loucura das loucuras que me fez sentir o mais insignificante dos seres (do universo). Esqueçam, na verdade, toda essa história de planetas, galáxias, universo. Isso não é nada, se houver o mínimo de imaginação na cabeça de alguém que não consegue dormir. Me lembro de ver gigantes, no início. Gigantes, mas não eram dos normais, dos quais moram na mesma terra conosco. Eram dos super gigantes! (Ou nós que éramos microscópicos). A história se passava no quarto de um bebê desta família de seres os quais não consigo descrever. Não era bem ogros, mas eram estranhos. A Terra, para nós, girava igualmente. Mas para cada fenômeno físico que aqui ocorre, há uma explicação macroscópica que é levada ao quarto do bebê da imaginação. A Terra (e os outros planetas) giram porque? O que é a Terra? Hum, os planetas, nada mais são que os enfeites amarrados no berço do bebê. Este fato dá pra se ter noção do mínimo ser que somos. Somos quase nada, comparado a um simples minúsculo ser de uma "terra" de seres incrivelmente maior que nós. E eles pouco sabem, que naquele berço, há um enfeite, que gira pelo movimento notável pela corda que vos segura. Neste enfeite, há vida. Tanto quanto no berço, tanto quanto em qualquer lugar. Melhor repararmos bem nas pequenas coisas. Vai que são terras de outros seres, que tem outros seres... Como sou nada... Como sou tudo.